A fibrose no nariz após rinoplastia é um desafio recorrente na prática clínica, especialmente em casos de rinoplastia secundária. O excesso de tecido cicatricial pode comprometer a maleabilidade da pele, prejudicar a cobertura da ponta nasal e impactar negativamente o resultado cirúrgico, tanto estética quanto funcionalmente.
Nos últimos anos, estratégias adjuvantes que associam bioestimulação e tecnologias minimamente invasivas têm ganhado relevância. É o caso da combinação entre radiofrequência invasiva e PDRN, avaliada em um estudo clínico conduzido por Ahn & Cho com 30 pacientes submetidos à rinoplastia de revisão. Os resultados mostraram melhora significativa na elasticidade da pele nasal e redução de contraturas persistentes.
Neste artigo, vamos falar sobre os mecanismos envolvidos na formação da fibrose no nariz, os caminhos para identificar e tratar esse processo com precisão e os benefícios clínicos da associação terapêutica entre RF bipolar e PDRN. Acompanhe a leitura!
Radiofrequência invasiva e PDRN: como ela age na fibrose no nariz após rinoplastia
O uso da radiofrequência invasiva no tratamento da fibrose no nariz após rinoplastia representa um avanço importante nos protocolos clínicos. A tecnologia atua diretamente na remodelação do tecido cicatricial, promovendo melhora na elasticidade e na qualidade da pele.
O mecanismo é preciso: microagulhas penetram na derme com profundidade controlada e liberam energia de radiofrequência de forma pulsada. A energia térmica cria colunas de calor no tecido, sem danificar a epiderme. A ação promove uma lesão térmica fracionada que rompe parcialmente as traves de fibrose e estimula a produção de novo colágeno e elastina.
O efeito é relevante em regiões de pele retraída e pouco maleável, comuns em casos de fibrose cicatricial no nariz. Com a suavização das áreas comprometidas, a radiofrequência contribui para restabelecer a mobilidade cutânea e melhora a condição para cirurgias de revisão ou recuperação mais eficiente no pós-operatório.
Como a epiderme é preservada, o risco de hiperpigmentação e complicações inflamatórias é minimizado, o que é importante principalmente em peles asiáticas ou fototipos altos. A aplicação da energia é uniforme e controlada, reduzindo o risco de agravamento da fibrose.
A ação do PDRN
O PDRN (polidesoxirribonucleotídeo) é um ativo biotecnológico que vem sendo cada vez mais utilizado como agente regenerador em tratamentos estéticos e reparadores. Extraído do DNA de peixes da espécie Oncorhynchus mykiss, seu uso clínico é respaldado por múltiplos estudos.
A principal ação do PDRN acontece via ativação dos receptores A2 de adenosina, estimulando a angiogênese e a proliferação de fibroblastos. A partir desse processo, há aceleração do reparo tecidual, melhora da vascularização na área tratada e favorecimento da remodelação celular, com efeitos anti-inflamatórios e regeneradores.
Quando associado à radiofrequência invasiva, o PDRN potencializa os efeitos clínicos do tratamento, promovendo uma resposta mais eficaz na quebra da fibrose e na regeneração do tecido. O resultado é uma pele mais saudável, uniforme e com menor risco de retrações ou irregularidades pós-cirúrgicas.
Evidência científica da atuação da radiofrequência invasiva e PDRN na fibrose no nariz após rinoplastia
A eficácia da associação entre radiofrequência invasiva e PDRN no tratamento da fibrose no nariz após rinoplastia foi avaliada em um estudo conduzido pelos médicos Ahn & Cho, publicado na PRS Global Open. O objetivo foi analisar os efeitos clínicos dessa combinação em pacientes com nariz contraído submetidos a rinoplastia de revisão.
O estudo incluiu 30 pacientes coreanos com fibrose cicatricial no nariz, tratados com 16 sessões no total: oito sessões de terapia pré-operatória e oito sessões pós-operatórias. Cada sessão combinava aplicação de radiofrequência bipolar invasiva com eletrodos de microagulhas (Sylfirm) e injeções intralesionais de PDRN. A profundidade de aplicação foi de 1,5 mm, com energia ajustada e frequência semanal.
Com o pré-tratamento, todos os pacientes apresentaram melhora da mobilidade da pele e amolecimento significativo do tecido nasal. Após a cirurgia de revisão, os protocolos pós-operatórios ajudaram a suavizar contraturas persistentes, ondulações da ponta nasal e casos de desvio septal residual.
Como resultado, mais de 60% dos pacientes apresentaram resolução acentuada da fibrose, sem efeitos colaterais relevantes durante os 18 meses de acompanhamento.

Figura 1: Nariz contraído em paciente de 62 anos tratado com PDRN e RF invasiva. Fonte: Ahn & Cho, PRS Global Open, 2018.

Figura 2: Nariz contraído em paciente de 52 anos – 18 meses após cirurgia com PDRN e RF. Fonte: Ahn & Cho, PRS Global Open, 2018.
A combinação entre tecnologia e bioestimulação demonstrou segurança clínica e capacidade real de interferir positivamente no padrão cicatricial do nariz. O modelo terapêutico propõe uma nova abordagem para pacientes com indicação de rinoplastia de revisão ou com queixas de retração e rigidez após cirurgia primária.
Impacto para protocolos clínicos
O uso da radiofrequência invasiva associada ao PDRN traz possibilidades concretas de personalização nos protocolos de tratamento da fibrose no nariz após rinoplastia, tanto em contextos cirúrgicos quanto não cirúrgicos.
- No pré-operatório: a aplicação serve para preparar a pele para uma rinoplastia de revisão. A melhora da maleabilidade cutânea, a quebra parcial da fibrose e o aumento da vascularização contribuem para uma dissecção mais segura e uma melhor cobertura da ponta nasal, minimizando o risco de retrações e tensões excessivas durante a cirurgia.
- No pós-operatório: a proposta é diferente, mas complementar. As sessões atuam para tratar a fibrose residual, reduzir o processo inflamatório e prevenir a formação de novas aderências cicatriciais.
O número de sessões, a profundidade da aplicação e os níveis de energia podem ser ajustados de acordo com a gravidade da fibrose, o tempo decorrido desde a cirurgia e a resposta individual da pele. A flexibilidade viabiliza o protocolo para diferentes perfis de paciente, inclusive para casos com histórico de cirurgias complexas ou múltiplas intervenções.
Sylfirm: tecnologia aliada no tratamento da fibrose
O SylfirmX é um equipamento de radiofrequência bipolar invasiva desenvolvida com foco em precisão, confiabilidade e performance clínica. O diferencial está no controle refinado da entrega de energia, por meio de microagulhas que penetram a derme em profundidade regulável, respeitando a integridade da epiderme e garantindo resultados consistentes, mesmo em regiões delicadas como o nariz.
A tecnologia utilizada no SylfirmX é a evolução direta da plataforma empregada no estudo clínico conduzido por Ahn & Cho, o que reforça a credibilidade científica do dispositivo. Os autores utilizaram a versão inicial do Sylfirm, desenvolvida pela mesma fabricante, com eficácia no preparo da pele nasal e na melhora da fibrose cicatricial.
Hoje, com recursos ainda mais avançados, o SylfirmX mantém essa base de evidência e amplia a precisão e a segurança em diferentes protocolos clínicos. Além do uso em rinoplastia, o Sylfirm é indicado para o tratamento de melasma, cicatrizes atróficas, rosácea, flacidez e rejuvenescimento facial.
Inovação baseada em ciência para tratar a fibrose no nariz
A fibrose no nariz após rinoplastia é um dos maiores desafios para cirurgiões e dermatologistas que buscam resultados estáveis e esteticamente superiores. Hoje, no entanto, a prática clínica já conta com recursos capazes de mudar esse cenário.
A associação entre radiofrequência invasiva e PDRN é uma mudança de paradigma no manejo do tecido cicatricial. Pela primeira vez, é possível combinar a quebra seletiva da fibrose com a estimulação regenerativa profunda, favorecendo uma pele mais maleável, vascularizada e responsiva às intervenções cirúrgicas.
O SylfirmX une precisão energética, evidência científica e múltiplas aplicações, abrindo novas possibilidades no tratamento da fibrose cicatricial no nariz.
- Para o especialista, significa maior controle sobre um dos cenários mais complexos da rinoplastia de revisão.
- Para o paciente, representa a chance de alcançar uma recuperação funcional e estética com qualidade superior.
Mais do que um recurso tecnológico, o SylfirmX é um diferencial de excelência, capaz de elevar protocolos, potencializar resultados e consolidar a confiança entre médico e paciente. Uma escolha que conecta inovação, segurança e desejo por transformação. Saiba mais!