Como o Efeito Na atua em protocolos de radiofrequência bipolar no tratamento da pele

A atuação da radiofrequência bipolar na pele tem sido cada vez mais estudada e refinada, principalmente com o avanço de tecnologias que buscam unir desfechos eficazes e segurança clínica. Em meio a tantos recursos disponíveis, compreender como a energia interage com os tecidos em níveis microscópicos é importante para aprimorar protocolos e alcançar respostas terapêuticas superiores.  

É com esse foco que nos voltamos a um estudo publicado na Scientific Reports (Nature, 2015), conduzido pelo Dr. Jong Ju Na, fundador da ViOL. O artigo descreve pela primeira vez o padrão de propagação térmica que ficou conhecido como Efeito Na, observando a atuação da energia de radiofrequência bipolar em tecidos tratados com microagulhas não isoladas. 

Neste artigo, vamos tratar da diferença entre radiofrequência monopolar e bipolar, explicar o que é o Efeito Na e mostrar como ele influencia a construção de protocolos clínicos mais seguros, previsíveis e versáteis. Se você busca embasamento técnico para aplicar a ponteira de radiofrequência bipolar com ainda mais precisão, siga a leitura!

O que é o Efeito Na?

O Efeito Na descreve o padrão de iniciação e propagação da energia térmica no tecido quando a radiofrequência é aplicada por microagulhas não isoladas, em modo bipolar. Seu nome é uma homenagem ao pesquisador que o descreveu pela primeira vez: Dr. Jong Ju Na, autor do estudo publicado na Scientific Reports.

No experimento, foi observado que a energia de radiofrequência bipolar não se distribui de forma uniforme entre os eletrodos, como se pensava até então, mas sim a partir das pontas das microagulhas, onde a densidade de corrente é maior. 

A partir desse ponto, a lesão térmica se intensifica em direção ao corpo da agulha e, com o tempo de condução adequado, pode até mesmo formar conexões entre as colunas de coagulação vizinhas. Esse comportamento da energia é o que caracteriza o Efeito Na: uma condução térmica precisa, progressiva e controlada, com máxima atuação dérmica e preservação da epiderme.

A descoberta fundamentou o desenvolvimento de soluções mais inteligentes e seletivas, como o SylfirmX, que aplica esse conhecimento na prática clínica com excelentes resultados.

Qual a relação entre Efeito Na e radiofrequência bipolar?

A descrição do Efeito Na mudou a maneira como entendemos a atuação da radiofrequência bipolar nos tecidos. Até então, acreditava-se que a energia se distribuía apenas entre os eletrodos ativos, de forma homogênea. 

No entanto, o estudo do Dr. Jong Ju Na comprovou que essa energia inicia sua ação de maneira concentrada nas pontas das microagulhas e irradia progressivamente por toda a extensão do eletrodo conforme o tempo de condução aumenta. A seguir, vamos falar sobre os principais aspectos dessa relação.

Como funciona a radiofrequência bipolar?

A radiofrequência bipolar utiliza dois eletrodos ativos posicionados a curtas distâncias entre si. Ao contrário da radiofrequência monopolar, em que a corrente percorre um caminho mais longo até um eletrodo de retorno, a bipolar concentra sua ação de forma localizada, com menor dispersão e maior controle da profundidade. 

Esse tipo de entrega é apropriado para tratamentos que exigem precisão térmica na derme, com mínimo impacto nas camadas mais superficiais da pele.

O Efeito Na, na prática: iniciação e propagação térmica

O Efeito Na descreve como a energia se comporta ao entrar no tecido: ela começa nas pontas das microagulhas e se propaga em formato de gota em direção à base e à lateral das agulhas. 

Em tempos curtos de condução, a lesão térmica é discreta e bem localizada. Com o aumento do tempo, essas colunas começam a se expandir e, eventualmente, convergem com as áreas de coagulação vizinhas.

A propagação não é aleatória. Ela segue o caminho de menor resistência elétrica, tornando o processo seletivo e altamente controlado. O padrão direcionado viabiliza uma ação precisa na derme e reduz a dispersão da energia para a epiderme, minimizando o risco de efeitos adversos, como a hiperpigmentação.

Por que a epiderme é preservada?

Como o calor se inicia nas profundidades da derme, e não na superfície, a epiderme se mantém intacta mesmo em intensidades mais altas

O estudo mostra que não há formação de lesão térmica entre os eletrodos nem na epiderme, mesmo com parâmetros elevados, certificando a segurança da propagação energética quando se utiliza uma ponteira de radiofrequência bipolar não isolada.

Efeitos clínicos sustentados por evidência

O padrão de ação descrito no artigo ajuda a entender as melhoras observadas na prática com tecnologias que aplicam o Efeito Na, como o aparelho de radiofrequência bipolar SylfirmX

A remodelação térmica profunda, com mínima lesão superficial, é o que possibilita tratar rosácea, melasma, cicatrizes atróficas, fibrose pós-inflamatória e promover rejuvenescimento com melhora da firmeza e textura da pele. Tudo isso com conforto e baixo risco de complicações.

Como o Efeito Na pode influenciar protocolos de radiofrequência bipolar no tratamento da pele?

Compreender o Efeito Na é integrar conhecimento científico à prática cotidiana. Quando o profissional sabe como a energia térmica se comporta no tecido, ganha liberdade para modular o tratamento: ajustar profundidade, tempo de condução e intensidade passa a ser uma escolha fundamentada, e não intuitiva.

Vamos destacar agora os três pilares que o Efeito Na oferece à prática clínica com radiofrequência bipolar: segurança, previsibilidade e versatilidade.

Segurança aumentada

A segurança é um dos principais desafios em tratamentos com radiofrequência, especialmente quando se deseja alcançar a derme profunda sem comprometer a epiderme. O Efeito Na gera uma resposta concreta a essa demanda: por iniciar a condução térmica nas pontas das microagulhas e não entre os eletrodos, a energia atinge o tecido-alvo sem sobrecarregar as camadas superficiais.

A condução localizada faz com que a temperatura crítica de coagulação seja alcançada na profundidade desejada, inibindo o risco de necrose epidérmica ou hiperpigmentação pós-inflamatória. Mesmo em protocolos com tempo prolongado de disparo, a epiderme permanece preservada.

O controle da área de coagulação em formato de gota ao redor de cada agulha contribui para que a lesão térmica seja previsível, delimitada e clinicamente segura, reforçando a confiança no uso de ponteiras de radiofrequência bipolar em diferentes indicações estéticas e dermatológicas.

Maior previsibilidade dos resultados

A previsibilidade nos tratamentos com radiofrequência bipolar depende do comportamento térmico gerado no tecido. O Efeito Na traz clareza sobre esse processo e o profissional consegue ajustar tempo, profundidade e potência com precisão para obter respostas terapêuticas mais consistentes.

A previsibilidade é indispensável em condições como melasma, rosácea e cicatrizes atróficas, em que qualquer estímulo exacerbado pode gerar rebote inflamatório. Com a aplicação controlada e seletiva proporcionada pelo Efeito Na, é possível alcançar remodelação dérmica eficaz, mantendo o equilíbrio inflamatório da pele.

Versatilidade clínica

O Efeito Na amplia as possibilidades de aplicação da radiofrequência bipolar, tornando esse recurso ainda mais versátil e seguro no consultório. O recurso pode ser utilizado com segurança em áreas delicadas, como a região periorbital e malar, e também em condições como fibrose, melanose inflamatória e telangiectasias associadas à rosácea.

É possível trabalhar com objetivos diferentes: da remodelação dérmica profunda à preservação vascular e ao controle da inflamação crônica, com respostas clínicas evidentes e consistentes.

O Efeito Na permite ajustes finos de profundidade e tempo de condução, e por isso favorece a criação de condutas personalizadas para a necessidade de cada paciente. A combinação entre ponteira de radiofrequência bipolar não isolada e conhecimento técnico sobre o padrão de propagação térmica aprimora a experiência clínica e reforça uma dermatologia cada vez mais precisa, confiável e baseada em ciência.

SylfirmX: ciência aplicada em tecnologia

Todo avanço começa com uma pergunta certa. No caso da radiofrequência bipolar, a pergunta foi: como a energia realmente se comporta ao atravessar a pele? A resposta, descrita com precisão no artigo que citamos, deu origem ao que hoje conhecemos como Efeito Na.

O SylfirmX foi desenvolvido com base no comportamento real da energia nos tecidos, e aplica esse conhecimento científico de forma prática, oferecendo uma radiofrequência inteligente, seletiva e eficaz, com respostas clínicas visíveis e mensuráveis, e segurança comprovada para o paciente.

Entre os principais diferenciais da solução, destacam-se:

  • Dois modos de entrega de energia (CW e PW), para ajustar o estímulo conforme a necessidade clínica;
  • Atuação controlada em todas as camadas da pele, preservando a epiderme;
  • Tratamento eficaz de melasma, rosácea, cicatrizes e flacidez, com alto grau de segurança;
  • Ponteiras com microagulhas não isoladas, que favorecem a propagação térmica segundo o padrão do Efeito Na;
  • Resultados sustentados pela literatura científica, com base em evidências histológicas.

Na prática, a combinação entre radiofrequência bipolar e Efeito Na não é só um conceito técnico, mas sim o que possibilita abordagens mais personalizadas, respostas mais estáveis e uma nova experiência dermatológica para o paciente e o profissional.

Leve essa tecnologia para a sua clínica e confira mais detalhes sobre o aparelho de radiofrequência bipolar SylfirmX: conheça o SylfirmX.